Maissabido
Por que quanto mais sabido, mió!
A importância do baixo na música
O baixo elétrico ou contrabaixo é a espinha dorsal de qualquer banda. Enquanto a guitarra chama atenção com solos e o bateria marca o ritmo, o baixo une harmonia e percussão, criando uma base sólida. Muitas vezes subestimado, esse instrumento ganhou protagonismo graças a artistas que transformaram suas linhas em verdadeiras obras de arte.
Os baixistas que revolucionaram a música internacional
Alguns nomes se destacam por terem elevado o baixo a um novo patamar. Jaco Pastorius, por exemplo, é frequentemente chamado de “o maior baixista de todos os tempos”. Sua técnica no fretless bass (baixo sem trastes) e sua habilidade de misturar jazz, funk e rock influenciaram gerações. Já Paul McCartney, dos Beatles, mostrou que o baixo poderia ser melódico e memorável, como em Come Together ou Something.
Não podemos esquecer de Flea, do Red Hot Chili Peppers, cujo estilo frenético e uso de slap bass definiu o som do rock alternativo dos anos 90. Outro ícone é Geddy Lee, do Rush, que combinou complexidade técnica e criatividade no progressive rock. E para falar de soul e funk, Bootsy Collins (ex-James Brown e Parliament-Funkadelic) trouxe um visual extravagante e linhas de baixo que são pura groove.
Os gigantes do baixo no brasil
No Brasil, o baixo também tem seus mestres. Arthur Maia é um dos nomes mais respeitados. Trabalhou com Elis Regina, Gilberto Gil e até internacionalmente com Stevie Wonder. Seu estilo mistura samba, jazz e funk com uma precisão incrível. Sizão Machado, outro monstro sagrado, acompanhou Milton Nascimento e Djavan, levando o baixo acústico a novos horizontes.
Na cena do rock, Caramelo (ex-Barão Vermelho) deixou sua marca com linhas pesadas e marcantes, como em Pense e Dance. Já Dado Villa-Lobos, mais conhecido como guitarrista dos Legião Urbana, surpreendeu ao assumir o baixo em projetos paralelos, mostrando versatilidade. E não dá para ignorar Jota Moraes, que trouxe o baixo para o centro do samba-rock, influenciando bandas como Skank.
Como os baixistas influenciam o sucesso de uma música
Uma linha de baixo bem construída pode definir o caráter de uma canção. Em Another One Bites the Dust (Queen), a groove de John Deacon é tão cativante que se tornou o elemento central da música. No Brasil, em Chega de Saudade (Tom Jobim), a base de baixo acústico de Tião Neto ajudou a consolidar a bossa nova.
Além disso, muitos baixistas assumiram papéis de compositores ou arranjadores. Les Claypool, do Primus, e Marcus Miller, que trabalhou com Miles Davis, são exemplos de artistas que usam o baixo não só como apoio, mas como voz principal.
Legado e futuro do instrumento
Os baixistas continuam a quebrar barreiras. Artistas como Thundercat misturam jazz com eletrônica, enquanto brasileiras como Mayara Barreto mostram que o baixo também é território feminino. Seja no palco ou no estúdio, o baixo segue sendo essencial — não há banda sem um bom baixista.
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